quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Go...

estou de saida vou de largo para a comida grelhado é pargo e para ti coco tenho um choco com tinta que tens pinta para te sujar a boca de tinta coisa pouca e arali pipi vai-te queixar lili que é o que gostas queixas e respostas go go men... ac/mr 09.02,17




revelim

fui ao revelim
olhei e vi no real
a minha vila cidade
vila real de santo antónio
virei o olhar ao guadiana
para a outra margem
para ayamonte
mais ao fundo
vi o atlântico
captei monte gordo
e fixei-me onde
estava - castro marim.















ac/mr
09.02.17

sábado, 4 de fevereiro de 2017

domingo, 8 de janeiro de 2017

Da minha terra

Da minha terra
Vejo outro pais
Da minha terra
Abro horizontes

Somos momentos
Somos imagens
Que fixamos
Que guardamos

A palavra marca
A imagem que retenho
O momento é bom
E único

ac/vrsa
5.1.17


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Felipe Zapico apresentou na eurocidade do Guadiana a sua última obra - vados de paso oculto.

                E o fluxo de água poética, do Guadiana “extremeño”, veio à sua foz, fez-se o encontro dos poetas do Guadiana.
                Isto com o pretexto da apresentação do último livro de Felipe Zapico – “ vados de paso oculto”, com edição da Editorial Crescida, na colecção dos livros de extraperlo.
                Foi uma actividade tripartida, que começou na Casa Grande – Ayamonte (30.12), passou por Cacela Velha e terminou em Vila R. Stº António, na Casa da Marioneta (31.12).
                Marcos Gualda, apresentou o livro com sabedoria, evidenciou os seus conhecimentos sobre o autor e referiu o seu passado de “viejo rockero”.
                Houve leituras muitas, nos 3 locais citados e por fim na Casa da Marioneta e perante e com os fundadores do movimento dos poetas do Guadiana, deu-se um momento puro e natural sobre o que queremos para o futuro, o que somos e o que faremos e isso foi bom e provou que há caminho para a andar e com força.
                Ainda sobre Zapico, teremos que dizer que se trata de um mestre, de um académico, que marca um estilo, que dá gosto ouvir, que não escreve por mera casualidade, bem pelo contrário escreve com muita consciência do que pretende e têm uma forte participação do ponto de vista social e de intervenção em tudo o que o rodeia. A obra apresentada reflete bem estas notas que aqui deixamos e como diz o autor no poema da página 77:
               
 He sobrevivido a tres o cuatro
crisis sociales
y no ha pasado nada,
he sobrevivido a diversas crisis
personales,
he sobrevivido a una catástrofe mayúscula
y no ha pasado nada,
 estoy sobreviviendo al penúltimo
susto
y
así pasa la vida.
Nos tienen tan
entretenidos en
sobrevivir
que nos desocupamos
de
v
i
v
i
 r.

                    Pois é mesmo assim vamos mas é viver a vida com tudo o que a mesma tem de difícil.
                    Obrigado amigo Zapico, Gracias.

ac/vrsa
02.01.2017






















quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

à laia de balanço anual

ano de invenções
a nivel nacional
voltaram os aldrabões
vendem-se de novo ilusões

menos mal
que a vitoria no euro
foi um bem real
para Portugal

um dos velhos casmurrão
teimoso e laivoso
continua no não
e sempre vaidoso

o outro velho
outro presumido
respondão, verdelho
e cagão intrometido

e eis senão
que o mentiroso mor
está de volta
lembrou-se de nós

e para além disto
muita gente a descobrir
que canta

e para além disto
continuamos bacocos
abrindo braços a qualquer pantomineiro.

à parte tudo
e tudo à parte
cá seguimos...

Um bom ano 2017

ac/vrsa
29.12.16




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

tu ki fai

i tu ki fai nini
nini na fai na
u me ti zangui tu
si molto molto
tu si que é un zangoni
molto zangoni
rispondoni
vai fare pipi
i caca si
pa mi amici gigi
Feliz Natal e Próspero Ano Novo e muita paz na terra
ac/mr
20.12.16

sábado, 17 de dezembro de 2016

Apresentação dos livros – “45 poemas tontos y 8 latigazos” (Eladio Orta) e “Los poetas del Guadiana en los médios de comunicación” (José Luis Rúa), em VRSA.

             Na ultima 6ªfeira – 16 de dezembro de 2016, na biblioteca Vicente Campinas em VRSA, os amigos Eládio Orta – ayamontino e do Campo de Canela e José Luis Rua – alcoyano e ayamontino de adopção, deram a conhecer os seus últimos trabalhos.
               
Eládio, apresentou o livro de poemas:
            “ 45 poemas tontos y 8 latigazos”, o qual dentro da sua linha de escrita está muito de acordo com o que autor faz e o que faz é de grande qualidade, de profunda critica social e politica e revela sempre todo o humanismo que tem dentro de si.
           Para além da originalidade de ser um livro publicado em A6, completa um período de grande produção literário do autor. Trata-se de alguém que usa o humor com grande sentido estético e literário no que escreve:
                “ por un descuido imperdonable
                   debió de comprar la chaqueta
                   con un botón de menos
                   o un ojal de más “       
               E é sempre um gosto ouvi-lo recitar tudo o que escreve.

               Rua, por sua vez apresentou-nos um livro que recolhe praticamente tudo o que a imprensa escrita publicou nos últimos 4 anos sobre o colectivo dos Poetas do Guadiana.
                Um trabalho para a posteridade, de grande sentido organizativo e informativo por parte do autor, no qual demonstra todo o seu altruísmo, sentido do comum e da repartição, dando e revelando tudo o que ele e os seus pares (os poetas) fazem aqui nesta cantinho da foz do guadiana. E tal como diz o autor:
                “... la difusion que ha permitido el conocimiento y existencia del grupo de Poetas del Bajo Guadiana, conocidos como “Los Poetas del Guadiana”, se debe fundamentalmente a los medios de comunicación…”
                No final houve uma animada conversação entre os todos os participantes, o que serviu para podermos classificar que a “Assembleia Geral” dos Poetas do Guadiana decorreu de forma bastante aceitável e que o colectivo continua forte, vivo e com muitos projectos para o novo ano 2017, prova disso é tudo o que já está marcado para Janeiro.


                Até ao fim do ano falta a vinda do amigo Filipe Zapico – professor de literatura na Universidade da Extremadura - Badajoz, entre 29 e 30 de Dezembro, por Ayamonte, Cacela Velha e VRSA, para apresentar o seu ultimo livro, edição da “nossa” Editorial Crecida.

ac
mr, 17.12.16











quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A RESPEITO DE VELHACOS...

VELHACO É
QUEM NÃO QUER
VER EVIDENCIAS

E PASSA A VIDA
A OFENDER OS OUTROS
SEM SABER OS MOTIVOS

BASEANDO-SE EM ARGUMENTOS
QUE NEM OS COMPREENDE,

A SEU TEMPO
VEREMOS AO QUE TUDO ISTO
NOS LEVA E COMO LEVA,

EU SÓ ESPERO
QUE A DAR-SE OUTRO TRAMBOLHÃO
NÃO SEJAM OS PARVOS DO COSTUME
A ARCAR COM AS CULPAS
DE POR A COISA NOS EIXOS.

O COMUM DOS CIDADÃOS
GOSTA TANTO QUE LHE DIGAM COISAS BONITAS

...AINDA QUE O ENGANEM.

ac
vrsa, 14.12.16


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Só para vos dizer

no mar ou no campo
na cidade ou no rio
estamos na luta
e com muita labuta
sempre na disputa
estamos aqui, sim
vamos por ai, sempre
contra aquela gente
aqueles que falar, falam muito
em quantidade
que não qualidade
a dizerem o que não sabem
muitos, mesmo muitos
e por aqui deixam tanta
asneira
incorreção
injustiça
incompreensão
dão exemplos de coisas
que eles não conseguem fazer
mas falam como se o fizessem
fazem-se de elevações
que não as têm
outorgam-se feitos
que não conseguiram
e reclamam de direitos
que ninguém lhes outorgou
e sobretudo sobram
sobram sempre
eu e muitos não os queremos
mas não queremos mesmo
já os conhecemos de sempre
sabemos que não mudaram,
nem mudarão e sabemos
que nada de novo têm,
para além de um desejo tremendo de vingança
por isso digo e repito
cá estamos
e seguiremos para o que der e vier
sempre com muita crença, sempre...

ac
mr, 13.12.16

sábado, 10 de dezembro de 2016

José Cruz apresentou em VRSA, o seu ultimo livro - "Águas Vivas de Levante"

Esta sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016, tivemos a oportunidade de assistir à apresentação do último livro de José Cruz, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas de VRSA.
Perante uma sala cheia, ouvimos o que de novo nos escreve o autor e o que escreveu é maravilhoso, ficamos com “água na boca” para o futuro.
Estamos em presença do 1º de três livros que são o discorrer pela história da nossa terra, depois de 1711.
Tem escrita escorreita, bem “gestionada”, que nos dá uma visão muito abrangente das realidades que nos antecederam, as quais importa conhecer, para sabermos das nossas origens.
Tudo o que se descreve ou ocorre tem sempre uma solução ou resposta.
José Cruz é tão perfecionista que ao longo da obra nunca deixa uma ponta solta,
As vidas de Mariana e do Padre Brandão estão pendentes do 2º livro, venha ele então.
Deixo um grande abraço ao autor, aquele que para mim tem sido uma referência nesta “coisa” das escritas.


ac
mr, 10.12.16






domingo, 4 de dezembro de 2016

NO MAR E PARA O MAR.

a vida tem muito de visão maritima, há os enchalhados e os desencalhados. quando desencalhados passam a atracados. a seguir dão o nó e ficam amarrados eis que vem, então o tempo da navegação a vida vai por ondas e boas marés o mau é quando a coisa transborda a ondulação agita e alguém sai fora de borda voltam os encalhados ac mr, 04.12.16


sábado, 3 de dezembro de 2016

Apresentação do livro de poemas: "Se ao menos eu fosse verde...", de Paula Amaro

Esta tarde, quando o tempo convidava a estar em casa mas contrariando esse desiderato com uma sala muito bem composta, na biblioteca municipal Vicente Campinas, em VRSA, tivemos o grato prazer de assistir à apresentação do livro:
- " Se ao menos eu fosse verde...", da autoria da poetisa Paula Amaro.
Trata-se de autora que começou a escrever nos longínquos anos 60, em Moçambique e que ao longo de todos estes anos nunca deixou de o fazer, ainda que só agora saia o seu 1º livro.
De qualquer forma, muitos dos seus poemas já eram conhecidos através das redes sociais e em particular do facebook. Sendo que se trata de pessoa que também integra o coletivo Poetas do Guadiana, para além de ter colaborado na obra “Terra Luz”, uma iniciativa da Casa do Algarve, em Lisboa e na qual participaram vários autores algarvios.
Na apresentação e na mesa estavam:
São Cabrita – Vice-Presidente da CM VRSA;
Helena Araújo – amiga da autora, professora de português e que fez a recensão da obra de uma forma tremendamente agradável;
• José Estevão Cruz – que colaborou na edição do livro, fez  uma apreciação da evolução da autora e leu alguns dos poemas;
Paula Amaro – autora, poetisa a qual também já se atreveu noutros campos, como por exemplo a pintura.
A obra tem aspetos interessantíssimos que denotam momentos de solidão, mas também de esperança, de alguém que “caminha sempre”:
“...
  e peço apenas à vida cheia,
a capacidade de sonhar de novo.”
“...
Deixem-me viver! Deixem-me pensar!
Sem ter de, para isso, me calar.”
A escrita é correta e escorreita e os poemas são bem estruturados.
“...
Há um confronto
entre a razão e a emoção.
Tudo se adensa
com o fim anunciado."
Parabéns à autora e um abraço final ao Hélder Oliveira e à sua Editora Guadiana, que bastante ajuda os autores locais.
E para a semana temos nova obra, agora em prosa de José Estevão Cruz, lá estaremos – 6ª feira, 09 de Dezembro de 2016, pelas 18h e também na biblioteca Vicente Campinas, em VRSA.

António Cabrita
mr, 03.12.2016