domingo, 8 de janeiro de 2017

Da minha terra

Da minha terra
Vejo outro pais
Da minha terra
Abro horizontes

Somos momentos
Somos imagens
Que fixamos
Que guardamos

A palavra marca
A imagem que retenho
O momento é bom
E único

ac/vrsa
5.1.17


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Felipe Zapico apresentou na eurocidade do Guadiana a sua última obra - vados de paso oculto.

                E o fluxo de água poética, do Guadiana “extremeño”, veio à sua foz, fez-se o encontro dos poetas do Guadiana.
                Isto com o pretexto da apresentação do último livro de Felipe Zapico – “ vados de paso oculto”, com edição da Editorial Crescida, na colecção dos livros de extraperlo.
                Foi uma actividade tripartida, que começou na Casa Grande – Ayamonte (30.12), passou por Cacela Velha e terminou em Vila R. Stº António, na Casa da Marioneta (31.12).
                Marcos Gualda, apresentou o livro com sabedoria, evidenciou os seus conhecimentos sobre o autor e referiu o seu passado de “viejo rockero”.
                Houve leituras muitas, nos 3 locais citados e por fim na Casa da Marioneta e perante e com os fundadores do movimento dos poetas do Guadiana, deu-se um momento puro e natural sobre o que queremos para o futuro, o que somos e o que faremos e isso foi bom e provou que há caminho para a andar e com força.
                Ainda sobre Zapico, teremos que dizer que se trata de um mestre, de um académico, que marca um estilo, que dá gosto ouvir, que não escreve por mera casualidade, bem pelo contrário escreve com muita consciência do que pretende e têm uma forte participação do ponto de vista social e de intervenção em tudo o que o rodeia. A obra apresentada reflete bem estas notas que aqui deixamos e como diz o autor no poema da página 77:
               
 He sobrevivido a tres o cuatro
crisis sociales
y no ha pasado nada,
he sobrevivido a diversas crisis
personales,
he sobrevivido a una catástrofe mayúscula
y no ha pasado nada,
 estoy sobreviviendo al penúltimo
susto
y
así pasa la vida.
Nos tienen tan
entretenidos en
sobrevivir
que nos desocupamos
de
v
i
v
i
 r.

                    Pois é mesmo assim vamos mas é viver a vida com tudo o que a mesma tem de difícil.
                    Obrigado amigo Zapico, Gracias.

ac/vrsa
02.01.2017






















quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

à laia de balanço anual

ano de invenções
a nivel nacional
voltaram os aldrabões
vendem-se de novo ilusões

menos mal
que a vitoria no euro
foi um bem real
para Portugal

um dos velhos casmurrão
teimoso e laivoso
continua no não
e sempre vaidoso

o outro velho
outro presumido
respondão, verdelho
e cagão intrometido

e eis senão
que o mentiroso mor
está de volta
lembrou-se de nós

e para além disto
muita gente a descobrir
que canta

e para além disto
continuamos bacocos
abrindo braços a qualquer pantomineiro.

à parte tudo
e tudo à parte
cá seguimos...

Um bom ano 2017

ac/vrsa
29.12.16




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

tu ki fai

i tu ki fai nini
nini na fai na
u me ti zangui tu
si molto molto
tu si que é un zangoni
molto zangoni
rispondoni
vai fare pipi
i caca si
pa mi amici gigi
Feliz Natal e Próspero Ano Novo e muita paz na terra
ac/mr
20.12.16

sábado, 17 de dezembro de 2016

Apresentação dos livros – “45 poemas tontos y 8 latigazos” (Eladio Orta) e “Los poetas del Guadiana en los médios de comunicación” (José Luis Rúa), em VRSA.

             Na ultima 6ªfeira – 16 de dezembro de 2016, na biblioteca Vicente Campinas em VRSA, os amigos Eládio Orta – ayamontino e do Campo de Canela e José Luis Rua – alcoyano e ayamontino de adopção, deram a conhecer os seus últimos trabalhos.
               
Eládio, apresentou o livro de poemas:
            “ 45 poemas tontos y 8 latigazos”, o qual dentro da sua linha de escrita está muito de acordo com o que autor faz e o que faz é de grande qualidade, de profunda critica social e politica e revela sempre todo o humanismo que tem dentro de si.
           Para além da originalidade de ser um livro publicado em A6, completa um período de grande produção literário do autor. Trata-se de alguém que usa o humor com grande sentido estético e literário no que escreve:
                “ por un descuido imperdonable
                   debió de comprar la chaqueta
                   con un botón de menos
                   o un ojal de más “       
               E é sempre um gosto ouvi-lo recitar tudo o que escreve.

               Rua, por sua vez apresentou-nos um livro que recolhe praticamente tudo o que a imprensa escrita publicou nos últimos 4 anos sobre o colectivo dos Poetas do Guadiana.
                Um trabalho para a posteridade, de grande sentido organizativo e informativo por parte do autor, no qual demonstra todo o seu altruísmo, sentido do comum e da repartição, dando e revelando tudo o que ele e os seus pares (os poetas) fazem aqui nesta cantinho da foz do guadiana. E tal como diz o autor:
                “... la difusion que ha permitido el conocimiento y existencia del grupo de Poetas del Bajo Guadiana, conocidos como “Los Poetas del Guadiana”, se debe fundamentalmente a los medios de comunicación…”
                No final houve uma animada conversação entre os todos os participantes, o que serviu para podermos classificar que a “Assembleia Geral” dos Poetas do Guadiana decorreu de forma bastante aceitável e que o colectivo continua forte, vivo e com muitos projectos para o novo ano 2017, prova disso é tudo o que já está marcado para Janeiro.


                Até ao fim do ano falta a vinda do amigo Filipe Zapico – professor de literatura na Universidade da Extremadura - Badajoz, entre 29 e 30 de Dezembro, por Ayamonte, Cacela Velha e VRSA, para apresentar o seu ultimo livro, edição da “nossa” Editorial Crecida.

ac
mr, 17.12.16











quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A RESPEITO DE VELHACOS...

VELHACO É
QUEM NÃO QUER
VER EVIDENCIAS

E PASSA A VIDA
A OFENDER OS OUTROS
SEM SABER OS MOTIVOS

BASEANDO-SE EM ARGUMENTOS
QUE NEM OS COMPREENDE,

A SEU TEMPO
VEREMOS AO QUE TUDO ISTO
NOS LEVA E COMO LEVA,

EU SÓ ESPERO
QUE A DAR-SE OUTRO TRAMBOLHÃO
NÃO SEJAM OS PARVOS DO COSTUME
A ARCAR COM AS CULPAS
DE POR A COISA NOS EIXOS.

O COMUM DOS CIDADÃOS
GOSTA TANTO QUE LHE DIGAM COISAS BONITAS

...AINDA QUE O ENGANEM.

ac
vrsa, 14.12.16


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Só para vos dizer

no mar ou no campo
na cidade ou no rio
estamos na luta
e com muita labuta
sempre na disputa
estamos aqui, sim
vamos por ai, sempre
contra aquela gente
aqueles que falar, falam muito
em quantidade
que não qualidade
a dizerem o que não sabem
muitos, mesmo muitos
e por aqui deixam tanta
asneira
incorreção
injustiça
incompreensão
dão exemplos de coisas
que eles não conseguem fazer
mas falam como se o fizessem
fazem-se de elevações
que não as têm
outorgam-se feitos
que não conseguiram
e reclamam de direitos
que ninguém lhes outorgou
e sobretudo sobram
sobram sempre
eu e muitos não os queremos
mas não queremos mesmo
já os conhecemos de sempre
sabemos que não mudaram,
nem mudarão e sabemos
que nada de novo têm,
para além de um desejo tremendo de vingança
por isso digo e repito
cá estamos
e seguiremos para o que der e vier
sempre com muita crença, sempre...

ac
mr, 13.12.16

sábado, 10 de dezembro de 2016

José Cruz apresentou em VRSA, o seu ultimo livro - "Águas Vivas de Levante"

Esta sexta-feira, 9 de Dezembro de 2016, tivemos a oportunidade de assistir à apresentação do último livro de José Cruz, na Biblioteca Municipal Vicente Campinas de VRSA.
Perante uma sala cheia, ouvimos o que de novo nos escreve o autor e o que escreveu é maravilhoso, ficamos com “água na boca” para o futuro.
Estamos em presença do 1º de três livros que são o discorrer pela história da nossa terra, depois de 1711.
Tem escrita escorreita, bem “gestionada”, que nos dá uma visão muito abrangente das realidades que nos antecederam, as quais importa conhecer, para sabermos das nossas origens.
Tudo o que se descreve ou ocorre tem sempre uma solução ou resposta.
José Cruz é tão perfecionista que ao longo da obra nunca deixa uma ponta solta,
As vidas de Mariana e do Padre Brandão estão pendentes do 2º livro, venha ele então.
Deixo um grande abraço ao autor, aquele que para mim tem sido uma referência nesta “coisa” das escritas.


ac
mr, 10.12.16






domingo, 4 de dezembro de 2016

NO MAR E PARA O MAR.

a vida tem muito de visão maritima, há os enchalhados e os desencalhados. quando desencalhados passam a atracados. a seguir dão o nó e ficam amarrados eis que vem, então o tempo da navegação a vida vai por ondas e boas marés o mau é quando a coisa transborda a ondulação agita e alguém sai fora de borda voltam os encalhados ac mr, 04.12.16


sábado, 3 de dezembro de 2016

Apresentação do livro de poemas: "Se ao menos eu fosse verde...", de Paula Amaro

Esta tarde, quando o tempo convidava a estar em casa mas contrariando esse desiderato com uma sala muito bem composta, na biblioteca municipal Vicente Campinas, em VRSA, tivemos o grato prazer de assistir à apresentação do livro:
- " Se ao menos eu fosse verde...", da autoria da poetisa Paula Amaro.
Trata-se de autora que começou a escrever nos longínquos anos 60, em Moçambique e que ao longo de todos estes anos nunca deixou de o fazer, ainda que só agora saia o seu 1º livro.
De qualquer forma, muitos dos seus poemas já eram conhecidos através das redes sociais e em particular do facebook. Sendo que se trata de pessoa que também integra o coletivo Poetas do Guadiana, para além de ter colaborado na obra “Terra Luz”, uma iniciativa da Casa do Algarve, em Lisboa e na qual participaram vários autores algarvios.
Na apresentação e na mesa estavam:
São Cabrita – Vice-Presidente da CM VRSA;
Helena Araújo – amiga da autora, professora de português e que fez a recensão da obra de uma forma tremendamente agradável;
• José Estevão Cruz – que colaborou na edição do livro, fez  uma apreciação da evolução da autora e leu alguns dos poemas;
Paula Amaro – autora, poetisa a qual também já se atreveu noutros campos, como por exemplo a pintura.
A obra tem aspetos interessantíssimos que denotam momentos de solidão, mas também de esperança, de alguém que “caminha sempre”:
“...
  e peço apenas à vida cheia,
a capacidade de sonhar de novo.”
“...
Deixem-me viver! Deixem-me pensar!
Sem ter de, para isso, me calar.”
A escrita é correta e escorreita e os poemas são bem estruturados.
“...
Há um confronto
entre a razão e a emoção.
Tudo se adensa
com o fim anunciado."
Parabéns à autora e um abraço final ao Hélder Oliveira e à sua Editora Guadiana, que bastante ajuda os autores locais.
E para a semana temos nova obra, agora em prosa de José Estevão Cruz, lá estaremos – 6ª feira, 09 de Dezembro de 2016, pelas 18h e também na biblioteca Vicente Campinas, em VRSA.

António Cabrita
mr, 03.12.2016






quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"Sembrando flores en el mar" - Aníbal Alvarez

Ontem - 30-11-2016, tive o prazer de assistir à apresentação da última novela de Aníbal Alvarez - "Sembrando flores en el mar". Autor originário de AYAMONTE, sua terra natal, mas com uma vida literária vivida durante muitos anos em Barcelona. Trata-se de escritor que já ganhou diversos prémios, com destaque para o "Ciudad de Valladolid", em 1991 e tem mais de 40 obras editadas. Colabora, de forma simples, desinteressada com o coletivo Poetas do Guadiana e já participou numa das coletâneas editadas. A obra em si visa a temática das gentes ligadas à pesca e ao mar, "al mundo marinero", aqui na nossa zona da Foz do Guadiana e enquadra perfeitamente a questão da solidão, dos homens que vão para o mar e das mulheres que ficam em terra. Tem uma leitura muito agradável - o livro, denota-se com facilidade que estamos em presença de alguém que sabe escrever bem e que é uma referência para a literatura. Ao que sabemos outras publicações virão, pois o autor tem mais de 20 novelas em casa, já concluídas. Gracias Aníbal por esta obra tan excitante y maravillosa. António Cabrita. mr, 01.12.16




sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O CAVALO BRANCO


o bom do cavalo branco
tem uma crina bonita
os seus cabelos esvoaçam 
ao vento
quando ele aperta

e salta, trota e galopa
e é o melhor entre os melhores
por entre todos os que o rodeiam
que bom é o traquinas do cavalo branco
de cabelinhos largos ao vento

passeia por todo o lado
e é mesmo o melhor
dão-lhe de comer
e come bem o malandro do cavalo
sempre com fome

anda de estábulo em estábulo
comendo do que lhe dão
e mesmo assim sempre
mal agradecido
e rezingão e fortalhaço...


ac/vrsa
25.11.2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ANALOGIAS

A respeito de analogias diria, que se juntarmos 10 "pseudo-intelectuais" numa sala e se um deles pronunciar a palavra "merda" e outro a palavra "foda-se", estaremos em presença de uma postura intelectual de grande mérito e que carece de estudo aprofundado.
Mas se nessa sala, entrar de repente, um tipo estranho ao grupo e disser:
- "merda, foda-se".
Estamos em presença de um grande malcriadão.
Aos primeiros teremos que admitir o seu grande contributo intelectual e mais, teremos que os compreender e se assim não for somos uns incultos e uns burros.
Ao segundo, o estranho que chega, temos que o mandar educar e aprender a comportar-se.
É assim e assim terá que ser...
ac/vrsa
17.11.16

sábado, 15 de outubro de 2016

chegou o outuno

Chegou o outono
e chega outra forma boa
de estar por aqui,
de seguir vivendo
e acreditando
que podemos sempre fazer algo,
os momentos somos nós também que os criamos.

Olhar em frente
é bem melhor que olhar para trás
e para o lado,
a vida continua e nós cá vamos...



ac/mr



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

APONTAMENTOS - NOTES


1. chinesices aos montes e por ai, um que gosta mas não quer e outro que é mas não é, nem deixa que seja.
2. um que quer ser porque quer ser e tem a confiança de... e outro que quer ser e tem a confiança de outros, a "puta da confiança" é desgraçada.
3. uns que vão em e outros que vão no 
4. os bons que são sempre bons e os assim assim que são assim.
5. se um como o que disse o que disse fosse da droite, ai ai ai o que seria disto, mas como é da gauche, vai a trouche mouche.
6. o cabelinhos brancos ao vento, zangou.-se com o cara de bolacha, questão de egos ou very important people armados aos cucos.
7. no plano internacional a coisa está gira aqui ao lado, falam muito da droite, mas a gauche tá a dar um lindo espectáculo.
8. cada vez gosto mais de não fazer nada.
9. é tão bom dar palpites.
10. e ali li li li li e pum pum pum e viva la feria da praia, espanhóis a dar com um pau e não está mau e tango que esta noite vou comer um frango.

ac/vrsa

domingo, 9 de outubro de 2016

camaleão

Somos nós
Uma perfeita mutação
Desde o primeiro ao último segundo
Da nossa existência

Somos nós
Tal como o camaleão
Uma adaptação
Ao meio que nos rodeia

Somos nós
Meros intérpretes
Das difíceis agruras da vida
Metamorfoses inconsequentes

Somos nós
Verdadeiros répteis
De língua absorvente
Que tomamos tudo o que nos rodeia

Mas tal como o camaleão                                                               
Vivemos e vivemos
E sobretudo sobrevivemos
Neste mundo de sobrevivência

ac/mr









                                                                                                                                                         
                      








quadro de Manuela Santos. incluido na colectanea "ciclo de vidas - camaleão"

poetas às paletes

Hoje apercebi-me que há poetas em Valência, em Sevilha, em Madrid, em Lisboa, no Porto, em Clareanes, em Mértola, em Coimbra, no Vale D'éguas, em Barcelona, em Bragança, em Paris, em Nova Iorque, em Roma, em Loulé, no Coiro da Burra, em Alcaçovas, em Luanda, no Rio de Janeiro, em Rabat, em Argel, em Pequim... e tantos e tantas outras cidades, vilas, aldeias, lugares, lugarejos, sítios.
É que eu pensava que só havia em VRSA, Tavira, Faro, Olhão, Huelva e Punta Umbria, eu também sou mesmo distraido.
Bem aqui são todos bons...
Como diz o meu cunhado têm todos " uns sapatinhos dir cagar à mata ".
Eu vou mas é escrever umas coisinhas e vou tentar estar mais atento.
ac/mr

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

termos e frases de VRSA

A propósito, há termos bem da Vila, compostos, ou que se compõem e outros simples, de utilização sempre que necessário, a saber:

. vaca galo
. estouca...gando
. trambulazana
. biju
. trombone
. à fedoca
. estalagaço
. trompaço
. bujarda
. dá-me igual ao litro
. bai trabalhar p'rá doca
. brócaço
. lanzudo
. pedaço d'urso
. baite imbora xóco
. lambeta
. graxista
. bai p'la sombra cu sol pica
. acaba já mó
. tá o mar feto num cão
. tá a merda mai junta c'areia
. ainda te prego c'alcofifa da cara
. lambedouro
. balde de segóvias
. sabes mai cá popa
. arreia já essa merda
. o que tu queres tá murcho
. baite já andando
. bai lavar o cu à maré
. laivoso
. cagão
. caganeroso
. dá-me uma esquita
. mó tás mai parvo que se lá quem
. pedaço de parvo
. parvalhão de merda
. é só caganas
. tou atascado


E outros há que não me lembro, pode ser que alguém queira acrescentar mais qualquer coisa.

ac/mr
051016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

dEliRânCIAS

E como já cá estou
pensei...
para a praia vou.

E fui mesmo
e pronto
dia de levante
com calor
e para disfrutar.

E se p'rá semana
estiver diferente
o disfrute
terá que ser consequente.

Vive-se, vivo
com o que há
e para que conste
problemas também há
e para eles uma solução
daremos, darei.

Tanto mais que agora
até descobriram que
a famosa cafeína
é boa p'ró menino
e p'rá menina

DELIRO EM delirância
no prazer de por cá seguir
com sol, chuva ou vento
e frio ou outro elemento.
e VIVA esta república... que não há outra.


ac
mr, 05102016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cabelinhos Brancos ao Vento

Há uns anos alguém avisado e batido no tema, alertou-me para o culto do ego de cada um.
Na área da escrita, a coisa era algo dificil de classificar.
Pois se antes era difícil, hoje é muito mais.

E vem a propósito, dizer e falar do editor, poeta, escritor, homem de prémios e de amores renovados, o tal que só faz e edita o que é bom e que escreve bem, um amigo a seu respeito afirmou:
-"O "Cabelinhos Brancos ao Vento" escreve-me muito bem, só que não se percebe nada do que escreve e é extremamanete denso".

Eu cá não, eu cá acho que é mesmo muito bom...
Bem vou escrever umas coisitas.
Boa noite



AC
MR, 29.09.2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

poetas do/del guadiana

Desde 2011 que um grupo de pessoas, de um lado e outro do Guadiana, aqui na sua foz, de forma desinteressada, começou a produzir e a ler poesia em vários locais.
Esse grupo, que se autodenominou "POETAS DO/DEL GUADIANA", foi gradualmente crescendo e difundindo o gosto pelas letras e em especial pela poesia.
Ainda continuamos aqui, mas infelizmente gerámos tanta inveja junto de tantos, sobretudo de "líderes literários", que têm vindo com muita força a tudo fazer para que a coisa se vá "desfazendo". Bem seja pela forma pontual como convidam uns e não outros, bem seja pela forma como relevam várias situações importantes.
Mas há muitos de nós que vão e bem nos cantos de sereias...
A todos desejo muita sorte e se não conseguirem o Nobel que continuem a lutar pois ainda lá chegarão...
Boas semanas literárias que eu vou escrever umas coisinhas.
Viva os poetas cara de bolacha
Viva os poetas intelectuais-musicais
Viva os poetas viajantes
E não se zanguem e falem muito, porque são todos muito bons e tudo o que escrevem é mesmo de grande qualidade.
Nota: Acresce a tudo isto que alguns proscritos são mais de direita que outros.
ac
mr, 28.08.2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

otoño

Cuando llega el otoño
Cuando empieza a caer la parra
Ya viene el tiempo de pensar
Hacia dónde vamos
Quien somos y lo que queremos
Yo quiero ser poeta…
Hacer mis juegos con las palabras
Leer lo bonito que me cerca
Y sobre todo añadir felicidad a mi existencia

Va por los poetas del Guadiana.

Antonio Cabrita

Manta Rota
22.09.16

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016

ESTAR E IR E PRONTO



ir aqui e ali
andar por ai
sair na foto
mencionado na...
falado a partir de...
é bom o livro?
já leu?
não só por alto
e o que é isso do "só por alto"?
é na transversal...
ah, certo, "t'entendo mó..."
mas a coisa está interessante
sim... mais do que "t'entendo"
sim, eu também quero, pois
podes vir
levo algo?
o quiseres, um livro talvez
e o que vamos ver?
olha logo se vê
deve ser livros
e para que levo o livro
para verem que andas a ler algo
mas estes moços sabem
ora, sabem é muito
bons moços
importa contactos
claro e de fora
de preferência,
e de novo as fotos
para verem onde estamos
e com os "importantes"
para verem com quem estamos
de preferência,
e já agora
não se come, nem se bebe
sim não há problema
oferecem e a gente aproveita
vinho, diz a etiqueta que tem que ser
tinto, tinto mó
mas não aprecio, "ná gosto"
olha faz que gostas e faz durar
o quem? o vinho mó...
e comemos o que houver
o couvert?
mó o que houver...
tás armado em francês ou quem?
e assim se fazem as jornadas
quem não gosta, santo remédio - não vá...
siga a “literança” que rima com pança
vamos todos “literar”
e a maltinha vai adorar


ac/mr

17.09.16


nota: nem pretendo, nem quero nada, nem quero que isto se compare a qualquer coisa de    literário, são notas soltas e de gozo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

é no silêncio da noite

é no silêncio da noite
quando a terra repousa
e ficamos por aqui
que chegam os momentos
de imaginação de reflexão
voamos pelo mundo
e combinamos de tudo
com todos e com ninguém
controlamos a gosto o que queremos
e se for com musica, ai então
o nosso voo ganha asas
e vai, vai, vai
porque será que noutros momentos
não será também assim
porque será que noutros voos
os destinos são tão diferentes
ac/mr
15.09.16

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

GASTRONOMICAMENTE POETANDO

em agosto quente e seco como Deus o fez
de calores que já não lembram a ninguém
cruzei neste dias de fim de mês
coisas boas e coisas de coração
de prazer e degustação.

na sexta em começo e tamanho
entradinhas à maneira de queijo e compota
enchidos de porco de bolota
e uma prova de carne do mesmo
grelhadinha e "saborosota".
passei pelo passado e "medievalei" com comidas de antanho
escabeche de cavalas em vinagre de cidra
empada de atum e salada de abóbora assada e requeijão
sopa rica de peixes e mariscos
barriga de porco ibérico com migas
e fui uma enchidela das antigas.

no sábado então convivi
com compadre que há muito não via
e com uma bela de uma fritada de choco e biqueirão
acompanhadinhos de uma salada montanheira
e à maneira
pela tarde noite
foi o atum que imperou
maionese, estupeta e lombinhos no forno
na confraria que me cativou, a do atum
e catrapum.

em casa no santo domingo
fiz uns bons de uns salteados
de camarão, cogumelos e assados
batata, ovos e manjericão
e fechei o dia
com o famoso arroz de lingueirão
na companhia de casal
também da gastronomia.

e a tudo isto amigos,
chamo eu - poesia gastronómica
nem boa nem má é aquela que eu gosto
é elegante e também cómica.


ac/mr
28.08.16